Klaudia González, National Coordinator VIVE Project – Mexico

“Ser Mujer en la Frontera es enfrentarse a disyuntivas económicas”

Estamos acostumbradas a que se nos mida y clasifique con la misma vara. Pero, no nos garantizan voz, participación o igualdad de oportunidades sobre esta premisa. En el marco de las celebraciones por el 3er Aniversario del Proyecto VIVE, realizamos el conversatorio “Ser Mujer en la Frontera” en Tijuana, Baja California.  El Día VIVE Tijuana, se llevó a cabo el pasado mes de julio, y fue una celebración donde decidimos hablar de la violencia que viven las mujeres en la frontera. Porque ser mujer en la frontera es hablar de tener dos nacionalidades o ninguna, ser migrante, ser fuereña o mínimo ser hija de estas categorías. Ser mujer aquí, es enfrentarse a pronunciadas disyuntivas económicas y también de inseguridad. Ser mujer aquí, es trabajar entre las alternativas de las maquiladoras y tener la suerte de ser estadounidense y cruzar la frontera todos los días. En este conversatorio Priscila Velásquez, Directora del Instituto Municipal de la Mujer en Tijuana, y Margarita Avalos, Encargada de los asuntos de las mujeres en la Comisión Estatal de los Derechos Humanos del Estado de Baja California, nos hablaron del marco jurídico de protección hacia niñas y mujeres. Hicieron énfasis en que las leyes por si solas no significan seguridad pública, ni privada. También que las leyes pueden ser obstáculos cuando no son claras o ambiguas. Además, las leyes no son progresivas como los derechos humanos. Así, podemos inferir que llega un momento en que los derechos que garantizan, no son los que se requieren. Después tuvimos la intervención de Melba Olvera, Activista y ex Presidenta de la Comisión Estatal de Derechos Humanos de Baja California. Ella mencionó  que a las mujeres mexicanas nos tomará casi 110 años en alcanzar la igualdad sustantiva de la que gozan los hombres. También habló, de los reducidos porcentajes que ocupan las mujeres en cargos de toma de decisiones,  tanto en el sector público como en el sector privado. Asimismo, visibilizó como la discriminación estructural impacta y viola la garantía de los derechos. Karen Juárez, activista social, quien también participó en el conversatorio, nos habló sobre los protocolos de acción para  mujeres que han sufrido o viven una situación de tráfico  de personas. Así mismo, enfatizó como no basta con denunciar, terminar con los lazos del tráfico de personas y rehabilitarse de ella implica un compromiso psicosocial y comunitario. Además, aquí se entretejen otros aspectos como migración indocumentada, minoría de edad, corrupción, etcétera. Por último, tuve la oportunidad de presentar la Guía de Prevención de Violencia contra mujeres y niñas. Desde The Trust for the Americas, pretendemos que este instrumento sirva de punto de partida para la educación de personas funcionarias, empleadas privadas y público en general. Es un instrumento corto, claro y contundente. Sirve para identificar la violencia y también para tomar las primeras acciones para evitar o erradicarla. La visita a Tijuana también nos sirvió para hacer un par de visitas a aliados y a usuarias de VIVE. Fuimos a un centro de rehabilitación y tomamos el taller de prevención de violencia con las alumnas; escuchamos sus testimonios, como descubrían si habían vivido violencia y sus planes para salir de ese círculo. En especial,  una compañera  nos compartió como contaba los días para ir a recuperar a su hija y empezar una nueva vida aquí en la frontera. El Proyecto VIVE es implementado por The Trust for the Americas gracias al apoyo de Walmart Foundation, actualmente tiene sedes en 14 estados de la República Mexicana, sumando cada día. Entre 2016 y 2018 capacitó a más de 51 mil personas a nivel nacional. Del total de personas capacitadas, más de 38 mil son mujeres (40% de las cuales son jefas de familia). Asimismo, cerca de 7 mil personas fueron vinculadas a oportunidades económicas (86% mujeres, 60% fueron vinculadas a un trabajo de tiempo completo y el 21% se auto-emplearon o iniciaron proyectos de emprendimiento).

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Women Economic Forum: Resignificar, incluir e transformar

Nos últimos dias, tive a oportunidade de participar do Women Economic Forum (WEF) em Cartagena, na Colômbia. Milhares de mulheres e aliados nos reunimos para compartilhar projetos e melhores práticas sobre como podemos ampliar o acesso a oportunidades econômicas e promover uma maior inclusão social para mais mulheres e meninas. No encontro, nós, representantes do Trust for the Americas, participamos ao lado de mulheres de diferentes contextos econômicos, étnicos, políticos e sociais. Também convivemos com empresárias e vítimas de conflitos armados, bem como com líderes de projetos sociais e camponesas. Compartilhamos muitas preocupações e também trocamos muitos abraços. Foi um evento em que criamos laços afetuosos e assumimos compromissos de ação conjunta e imediata. A moda foi um dos temas que chamou a atenção. Raramente paramos para pensar na moda como instância social e meio para construir tecidos sociais, identidade e inclusão. Vimos exemplos de como há comunidades que aprenderam a curar suas feridas, enfrentar seus desafios, dar visibilidade às suas condições e, ao mesmo tempo, gerar recursos econômicos. Falamos muito sobre economias locais nas quais as mulheres — como cuidadoras, chefes de família, trabalhadoras ou camponesas — garantem o funcionamento de suas comunidades e se reerguem após um conflito. Conhecemos em primeira mão como a Fundação “She Is” dignificou e ressignificou os teares e os ofícios. Como os turbantes e o que elas produzem trazem alívio físico e espiritual, além de promoverem a mudança social. Por nossa parte, compartilhamos como, a partir da The Trust for the Americas, trabalhamos pela inclusão econômica de mulheres e jovens em situação de vulnerabilidade por meio de capacitação e prevenção da violência. Aprendemos como a “Moda y Rosas”, de Medellín, inclui, emprega e dá visibilidade a mulheres com deficiência. Percebemos que há muitas iniciativas com as mesmas intenções do Projeto VIVE: venha, inspire-se e venda. Muitas oportunidades se abriram para compartilharmos e aprendermos. “Reinterpretar” foi uma constante neste evento, sobretudo explicada por meio de palavras e conceitos. Um exemplo disso é o termo “camponesa” e como devemos trabalhar para que ele deixe de ser sinônimo de pobreza. Gostaríamos, ao contrário, que o termo “camponesa” fosse reconhecido pelo seu verdadeiro significado: mulheres que garantem a segurança alimentar. Outro termo que ganhou destaque é o de “mulheres afrodescendentes”. Concordamos que não é correto defini-las apenas como aquelas mulheres que passam por situações de desigualdade econômica. Que sejam garantidas, de uma vez por todas, as mesmas condições de acesso e garantia de direitos para todas. Fomos ao Fórum Econômico Mundial (WEF) para nos colocarmos no lugar da outra, planejar a partir de cenários reais com as protagonistas, levando em conta a terra e os contextos etnográficos, tudo isso para começarmos a transformar nossas realidades. O maior desafio será envolver todas nesses processos, pois a participação e a corresponsabilidade não são prioridades quando se é vítima e se vive na pobreza. Precisamos quebrar o teto de vidro. É interessante que, no WEF, ouvimos mulheres que negam sua existência e insistem que a igualdade de oportunidades deve ser garantida a partir da mera intenção de alcançá-la. Será preciso trabalhar muito para tornar visível que a vontade não é suficiente se nós, mulheres, não tivermos acesso igualitário à educação, à saúde, a uma vida livre de violência e à participação política. É indispensável exigir políticas públicas e que os orçamentos levem em conta a interseccionalidade. Se uma menina receber educação hoje, daqui a 25 anos ela, já mulher, não conhecerá o teto de vidro. Também se insistiu em eliminar os “pisos pegajosos”. Ou seja, aqueles espaços que se insiste serem exclusivos para mulheres e que não lhes permitem ocupar cargos ou funções de tomada de decisão. Aqueles em que também se atribui às mulheres a ideia de que são melhores nessas áreas. Nesse sentido, tornou-se urgente aproximar a tecnologia e os cursos superiores das meninas e das jovens. Não necessariamente para que se tornem engenheiras, mas para que pensem na tecnologia como uma ferramenta útil em seu dia a dia. Nadia Sánchez, organizadora do WEF e diretora da Fundação She Is, fez um esforço titânico, tanto institucional quanto pessoal, para nos reunir. Seus sonhos se transformaram em centenas de oportunidades reais para nós e para as mulheres com quem e pelas quais trabalhamos. O Projeto VIVE é implementado pela The Trust for the Americas graças ao apoio da Fundação Walmart e, atualmente, possui unidades em 14 estados da República Mexicana, com esse número aumentando a cada dia. Entre 2016 e 2018, capacitou mais de 51 mil pessoas em todo o país. Do total de pessoas capacitadas, mais de 38 mil são mulheres (40% das quais são chefes de família). Além disso, cerca de 7 mil pessoas foram encaminhadas a oportunidades econômicas (86% mulheres, das quais 60% foram encaminhadas a um emprego em tempo integral e 21% se tornaram autônomas ou iniciaram projetos de empreendedorismo).

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Un proyecto lleno de heroínas: VIVE tres años después

Las personas que trabajamos en el Proyecto VIVE estamos muy orgullosas de la comunidad y sororidad que hemos construido en tres años. Justo el 15 de junio de 2016 quedamos formalmente contratadas: las coordinadoras, gerentes y personal administrativo que sería responsable de implementar el Proyecto VIVE en México. Había programas similares, con más años de operación, con diferentes niveles de éxito e impacto; pero VIVE tenía que llegar a 30 mil personas en un año y ser potencialmente diferente. El entusiasmo nunca se perdió, siempre vimos en los retos, oportunidades de mejora. . El equipo administrativo de heroínas VIVE, en un tiempo record, ha desarrollado capacidades, experiencia, conocimientos y mucha fortaleza. Gracias a todos los que trabajamos en el proyecto,  nos convertimos en un referente de empoderamiento económico en las comunidades y ciudades en las que trabajamos. Una de las principales fortalezas (factor wow), es hacer con pasión, compromiso, sororidad y humanidad el trabajo.  Cada “NO” nos fortalece y ofrece un reto para transfórmalo en oportunidad. Cuando se cierran puertas, tocamos ventanas hasta que se abren de par en par. Y cuando los aliados nos dicen sí, se enamoran, admiran y se fortalecen de nuestro trabajo. La innovación y originalidad también han sido clave para nuestro éxito. En mayo, celebramos los Cafés con heroínas VIVE; estos no son más que reuniones de exalumnas VIVE, nuestras heroínas. Los diseñamos como eventos para saber qué hacen, también para aprender de ellas, hacer conexiones laborales  y poner a disposición,  los nuevos servicios que tenemos. Así mismo, durante el café, quisimos reconocer a las mujeres que aunque no han cursado VIVE, han resultado fundamentales porque han sido portavoces y aliadas para qué más mujeres lleguen al Proyecto. Estas heroínas son empresarias, comunicadoras, aliadas, funcionarias públicas, líderes comunitarias, etc. El evento, Cafés con heroínas, se han realizado hasta el momento en  8 sedes. Tenían una duración de 2 horas aproximadamente en dos jornadas; mañana y tarde.  Durante el evento, las historias que se compartían, tenían intereses colectivos haciendo de estas charlas experienciales una motivación para que más mujeres participen y se capaciten en el proyecto. Asistimos al evento realizado en Milpa Alta, CDMX, en la cafetería Xocoatl, que desde hace 3 años han sido amigas y patrocinadoras locales gracias al apoyo y acompañamiento de la Fundación Va por México AC. Este lugar encantador, lleno de magia y calidez, fue el escenario perfecto para la reunión de exalumnas VIVE. Milpa Alta está a 4 horas aproximadamente de CDMX en auto.  Aun así, una veintena de exalumnas se dieron cita en el metro más cercano, como a una hora de distancia. Ahí nos recogió un transporte de la Alcaldía, con quien estamos en negociaciones para una alianza formal. Fue muy emocionante ver cómo se saludaban y preguntaban quién era su facilitadora o vinculadora, de dónde venían, qué hacían, etc. Me invadió esa emoción de los reencuentros de la escuela. Llegamos a una mesa espectacular, llena de regalitos y detalles VIVE. Hasta las manzanas tenían el logo. Isabel, asistente de CDMX, nos preparó unos pines con el logo y una pequeña taza. Fue un detalle adorable, nos hizo sentir las más esperadas. Laura y Marleen, la vinculadora y facilitadora, nos asignaron una actividad para conocernos y reconocernos. Laura es milpaltense, de las pocas mexicanas, que no se van de su pueblo, que se quedan para incidir y cambiar realidades para otras mujeres. Escuchamos atentamente las historias, los éxitos y el impacto del Proyecto VIVE en sus vidas. Al escucharlas pudimos inferir que el Proyecto VIVE impacto en la vida de estas mujeres cuando más nos necesitaban. El Proyecto y todo el equipo han generado de cambio muy positivo en sus vidas.  Muchas de ellas se recuperaron de una depresión, terminaron vínculos de violencia, se ocuparon de ellas, se reconocieron únicas y valiosas, y la persona más importante en sus vidas. Eso significa que el compromiso que Marleen les hace asumir, no se les olvida. Justo ser el amor de tu vida, vivir y ser feliz primero por ti y para ti. En cuatro horas nos reímos, lloramos y aprendimos. En esos minutos nos quedó claro que, aunque las egresadas del Proyecto VIVE estén privadas de su libertad o hayan tenido la oportunidad de asistir a nuestro café, todas somos heroínas para nosotras, para cambiar nuestras comunidades Quiero concluir con una reflexión, las heroínas, que hacemos parte de VIVE dejamos aquí el corazón. ¡Muchas felicidades y millones de gracias por estos tres años con tantas historias de éxito! Klaudida Gonzáles, coordinadora nacional del Proyecto VIVE.

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Un oasis en medio del desierto: Proyecto VIVE en Los Cabos, BCS

Los Cabos, Baja Califonia Sur, 10 de abril de 2019. Cada sede de Proyecto VIVE enfrenta retos y vicisitudes que imponen las condiciones locales, en la sede de Los Cabos han tomado forma de grandes distancias, sierras áridas y un clima muy caluroso. Antes de iniciar nuestro recorrido por las capacitaciones, Ana Karen Salomón, vinculadora de Los Cabos, nos llevó a ver un oasis, ahí en la sierra donde sólo hay desierto. Bajamos del cerro y nos encontramos con Santiago, un pequeño pueblo en Baja California Sur. La escena es muy distinta a la playa, el glamour y la fiesta en la que podría imaginarse inmersa a Baja California Sur. Aquí en Santiago no abundan las oportunidades, el acceso a la educación u otras formas de intervención para el desarrollo de las mujeres. Hasta aquí llegan Xochitl Saldivar, facilitadora de Los Cabos,  y Ana Karen. Llegan justo como un oasis para este desierto. Las compañeras llevan casi tres años acercando VIVE a las mujeres que no pueden acceder a oportunidades laborales por los altos estándares del sector hotelero o aquellas que viven en la periferia de los Cabos o incluso en las subdelegaciones y pueblos fuera de ella. Viajan cientos de kilómetros para encontrarse a mujeres sonrientes y agradecidas. Han encontrado también a funcionarias públicas y otras aliadas que las acompañan en la travesía y que se han hecho parte honoraria de VIVE. Este como todos los demás equipos, se cuidan, se quieren, se admiran, se exigen y se reconocen. Es muy importante que lo que hacemos todos los días en VIVE este embebido en este círculo de cuidado y reconocimiento. Sólo las que hemos trabajado para VIVE podríamos saber cuánto cuesta llegar a cada una de nuestras beneficiarias y cómo nuestro trabajo muchas veces es como un oasis de agua fresca en el desierto. El Proyecto VIVE es implementado por The Trust for the Americas gracias al apoyo de Walmart Foundation, actualmente tiene sedes en 14 estados de la República Mexicana, sumando cada día. Entre 2016 y 2018 capacitó a más de 51 mil personas a nivel nacional. Del total de personas capacitadas, más de 38 mil son mujeres (40% de las cuales son jefas de familia). Asimismo, cerca de 7 mil personas fueron vinculadas a oportunidades económicas (86% mujeres, 60% fueron vinculadas a un trabajo de tiempo completo y el 21% se auto-emplearon o iniciaron proyectos de emprendimiento).

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