HOY TERMINÉ DE TRABAJAR… Y SIGO EN CASA.

São as palavras que com entusiasmo expressam algumas pessoas que fazem parte do grande número de funcionários que, por ocasião da pandemia, tiveram que realizar trabalho virtual em casa desde o início da COVID-19, contribuindo para a sustentabilidade das empresas e para conservar seus empregos. E é que de acordo com o Estudo SPR-MARCO Hábitos de Consumo Pós COVID-19”, Portafolio junho 2020, realizado em vários países; na Colômbia, “80% dos entrevistados afirmaram que gostariam de trabalhar mais remotamente no futuro, após o confinamento.

A pandemia mudou drasticamente o ambiente de trabalho das organizações; a transição improvisada do trabalho presencial para o trabalho remoto gerou estresse nos funcionários, causado pelos desafios que a implementação de novas formas de trabalho trouxe, mas, graças à capacidade de adaptação do ser humano, hoje a grande maioria das pessoas que vêm trabalhando nessa modalidade concorda que gostaria de continuar trabalhando nessas condições, devido aos diversos benefícios que perceberam. De acordo com a pesquisa realizada pela The Trust for The Americas, em agosto de 2020, com funcionários de diferentes setores da economia na Colômbia, 75% dos entrevistados afirma que essa modalidade representa economia de tempo e deslocamento até o local de trabalho, e 60% concorda que há economia nas despesas de transporte e manutenção. Nesse contexto, observam-se alguns benefícios emocionais, por exemplo: quem é pai ou mãe tem a oportunidade de estar mais próximo dos filhos, participando de forma mais ativa no processo de criação e educação; para outros, ao apoiar os cuidados com pessoas dependentes (idosos ou pessoas com deficiência), em geral, ao conviver com as pessoas mais próximas, sentindo-se mais satisfeitos.

No entanto, as organizações enfrentam o desafio de transformar sua cultura para o novo ambiente de trabalho, considerando que esta transição deixou claro que o trabalho não se refere ao lugar onde é executado, mas sim à tarefa que é desenvolvida, cenário que obriga as empresas a pensar e fazer as coisas de maneira diferente; os esquemas tradicionais de gestão empresarial, baseados em uma liderança de supervisão e controle direto, não se aplicam da mesma forma nas relações com equipes remotas, e cada vez mais a comunicação, o autocontrole, a autonomia, a iniciativa e a criatividade, entre outros, adquirem um papel definitivo nas novas formas organizacionais.

A nova cultura organizacional deve se concentrar em alinhar os colaboradores às novas tendências de gestão e liderança, em orientar o trabalho por resultados, desenhando estratégias motivacionais focadas em manter o engajamento e o senso de pertencimento, por meio de um processo de aprendizagem e retreinamento ao longo de seu vínculo empregatício, que permita fortalecer as habilidades e competências exigidas pelas organizações, para o cumprimento de seus objetivos. .

De qualquer maneira, a exclamação “Hoje terminei de trabalhar… e continuo em casa”, reflete o sentimento de alegria e satisfação do dever cumprido no trabalho, sem sair de casa.